Como julgar um advogado – (vitimas bancoop)

Como julgar um advogado

Escolher um aliado para encarar a lei é um processo delicado

Cley Scholz

Encontrar um advogado é fácil.

Existem pelo menos 600.000 deles atuando no país.(em 2002)
Difícil é achar o profissional certo para sua causa.

Um erro na escolha pode significar prejuízos e muita dor de cabeça.

Também é preciso cuidado para que o valor dos honorários não seja maior
que um eventual ganho nos tribunais.

Como acontece na contratação de outros tipos de serviço, cabe ao cliente
selecionar o profissional e acompanhar o trabalho que ele vai realizar.

Mas o mundo jurídico é complexo e envolve conhecimentos sobre uma
infinidade de assuntos, o que deixa o cliente nas mãos de seu eleito.

Para ajudar quem se encontra diante dessa dificuldade ou desconfia que fez
a opção errada, o advogado Ernesto Lippmann, com 36 anos de idade e catorze
de carreira, pós-graduado pela USP, entrevistou dezenas de colegas de
profissão e escreveu o livro

Defenda Direito Seus Direitos – Escolha Bem Seu Advogado (Cultura Editores Associados)

Trata-se de um guia para que os clientes possam assegurar seus direitos da melhor
forma, auxiliados pelo especialista e sabendo colaborar com ele.

Segundo o autor, ter razão, apenas, não basta. Para se defender é essencial
contar com um profissional competente, coisa que só um diploma não garante.
Veja a seguir algumas considerações do autor sobre como escolher o aliado
certo para enfrentar questões judiciais.

O conhecido do conhecido – O melhor caminho é a recomendação.

Pode ser um amigo que já teve um problema judicial e foi bem-sucedido.
Além disso, é bom perguntar a ele se recebeu bom atendimento e se o preço
cobrado foi o combinado.

E também se o advogado explicou o problema de maneira compreensível
e o manteve informado sobre o andamento do processo.

Mas isso não é suficiente se o profissional não for especialista no tipo
de problema que você enfrenta.

Não leve em conta os que anunciam, pois a publicidade é proibida pelo
estatuto da Ordem dos Advogados. Evite também aqueles que se apresentam
como especialistas em todas as áreas do direito e os que acumulam outras
funções, como a de contador, corretor de imóveis ou de seguros.

Ninguém pode ser tão versátil. Também é bom ter cuidado com advogados
que criam associações de vítimas de empresas ou ramo de atividades,
como consórcios.

A primeira entrevista – Um telefonema antes de ir ao escritório ajuda
a obter a primeira impressão. Fale em linhas gerais sobre o processo,
sem mencionar outras partes envolvidas.

Se tiver boa impressão, marque a primeira consulta e pergunte se terá de
pagar por ela. Observe se o ambiente é organizado. Não ser atendido na
hora combinada é mau sinal. Administrar bem o tempo é fundamental em
processos judiciais, que envolvem prazos. Verifique se não existe algum
conflito de interesses entre seu caso e os principais clientes do profissional.

Para discutir uma dívida com um banco, convém não contratar um escritório
que defenda uma financeira.

Isso não é antiético, mas haverá choque de motivações.

Organize suas informações – Prepare um histórico de seu caso expondo os
principais fatos, suas reivindicações e uma lista com os dados das partes
e testemunhas. Uma pasta organizada e bem documentada acelera o trabalho do
advogado. É importante ter claro qual é seu objetivo.

Você quer mesmo sustentar um processo ou aceita um bom acordo?

A primeira impressão – Muitas vezes, quem atende o cliente nos grandes escritórios
não é a mesma pessoa que cuidará dos processos. Existe sempre um profissional
simpático e persuasivo que tem a missão de fazer com que o escritório seja
contratado.
Depois disso alguém será escolhido para levar adiante o processo.

É essa pessoa que você precisa conhecer. A faculdade em que ela se formou
é uma referência, mas não o fator principal para a escolha.

Observe se é atualizada, se tem entusiasmo e se é perseverante.

Veja se demonstra interesse pela causa, se ouve o que você diz e se faz
perguntas que levam a respostas importantes. Peça para ver algum processo
semelhante ao seu e observe a apresentação do trabalho.

Nem sempre um processo com boa aparência é tecnicamente bom,
mas o desleixo é um péssimo sinal.

A importância da simpatia – O advogado simpático é sempre atendido com boa
vontade por todos, desde os funcionários do cartório até o juiz.

Cuidado com aqueles que tratam os próprios funcionários com arrogância.
Isso pode prejudicar o andamento de sua ação. Existem casos em que
o profissional precisa ser brigão e durão. “Mulheres que saem magoadas do
casamento, pais que perdem um filho por erro médico ou empregados demitidos
depois de uma vida dedicada à empresa, por exemplo, devem procurar um daqueles
advogados que sabem tornar cada audiência um inferno”, exemplifica Ernesto Lippmann.

Chegou a hora de procurar outro profissional quando o seu…

…sacou dinheiro, o depósito judicial ou fez acordo sem avisar

Nesses casos, a confiança está quebrada. A saída é procurar um que o defenda também dele

…perde prazo importante no processo
Contestação, apelação e outras providências são importantes. Quem perde prazo pode perder o processo

…insiste em fazer acordo por qualquer valor

Se ele não considera sua razão na demanda, desconfie. O advogado pode estar precisando de dinheiro

…deixa de acreditar em sua causa

Se ele não está convencido, jamais conseguirá persuadir
o juiz. Desconfie de comentários do tipo “A Justiça é assim mesmo”

…relacionamento com ele se deteriorou

Isso ocorre quando cliente e advogado discutem asperamente. Depois disso,
o profissional poderá perder o entusiasmo

…pede acréscimo nos honorários
O pedido deve ser bem explicado. Se o processo tem desdobramentos inesperados,
o advogado está certo em pedir mais pelo trabalho

fonte:

http://veja.abril.com.br/240402/p_104.html

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